terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O mais "louco" dos convites


Há uma idéia louca rondando-nos.

Ela nada tem de loucura mas assim a vemos pois nos distanciamos dela a ponto de vê-la assim. E o medo logo colocou sombras sobre ela.

Durante estes últimos anos, décadas, ela tomou a força que precisava.

Começou com uma introdução. A simples ideia de que “tudo que vemos foi por nós pensado e atraído”.

Já falei algumas vezes de como eu era eventualmente assaltada e de como eu decidi não querer mais ver isso. Não mais “esperar” por isso.

Me pareceu louca e impossível esta decisão na época.

Mas a 18 anos ou mais....não vejo assaltos. Pela televisão, claro...fico sabendo. Ou por outros. Mas mesmo quando presenciei um assalto armado na porta do banco meses atrás, conforma disse, me senti transparente....Como se eu não estivesse ali. Comentei inclusive que se eu não tivesse chegado para o lado, minha impressão era de que o assaltante passaria por dentro de mim...

Pois bem, então, já ouvimos milhões de vezes esta introdução de que tudo que vemos são nossos pensamentos materializados e que tudo que vivenciamos vem a nosso convite.
Muitos já sabem que é assim e brincam de viver. Habilmente mudando seus pensamentos e o que esperam da vida e trocando de “ares”, como se mudassem de roupa.

Outros, ainda estão meio na dúvida pois ainda vão e voltam, acertando e errando o alinhamento. Mas mesmo estes já sabem que não conseguiriam viver de outra forma, daquela forma antiga de ser como “folha ao vento” e vítima das circunstâncias.

Já perceberam que o que esperam sem contradição vem.

Então....porque ainda esperam atrocidades no jornal da tarde?

Porque temem o amanhã?

Se lembram da analogia que fiz, de que pessoas justas e honestas são assaltadas somente porque pensam em pessoas que assaltam....se lembram que estes assaltantes vieram a seu convite.....sentem algo remexer dentro de Si.

Estamos a dias do despertar.

E tudo que é requisitado é que esperemos “uma outra coisa”.

Não interessa “como” ela vem, afinal de contas não interessou “como” o assaltante veio ou “como” aquela praga da sogra veio ou “como” tanta tristeza veio.

O que esperamos...VEM.

Há uma festa, pronta a começar.

E tudo que requisita é que desejem uma outra coisa.

Como seria aquele ladrão nos abraçando felizes?

Sei...não acreditam...

Mas deixem-me contar uma estória real.
Um dia eu vinha com minha filha no carro, pela praia de Botafogo, no Rio. Eu parei no trânsito pois ia entrar numa rua (Pinheiro Machado).
Era época de Natal e este lugar como sempre, estava apinhado de pivetes.
Eu vinha com minha fiilha que na época estava com talvez uns 12 anos. Janela aberta....Rindo e feliz.
Enquanto ria, nós duas cantávamos e vi um pivete vindo. Seu olhar era conhecido. Aquele olhar de esperto...

Parou em minha janela e embora não mostrasse uma arma disse algo tipo “passa aí” ou “me dá grana”...nem lembro bem.

Só que eu estava feliz e alinhada e em nenhum momento aceitei os pensamentos de medo que sim, me passaram.
Sem pestanejar, eu lhe disse: FELIZ NATALLLLLLL! E apertei sua mão.
O garoto respondeu meio boquiaberto....pra tu Tb, tia...
Apertei a mão dele e lhe dei acho que uma bala ou chocolate, não lembro bem.

Minha filha não acreditou! Mãe....o que foi isso?

Eu ria feliz.
Não estou sugerindo que comecem a abraçar presidiários. Sei que existe a crença em graus de dificuldade.
Mas já são 18 anos sem ver assaltos... E bastou apenas “esperar”. Desejar.
Tudo, absolutamente TUDO que desejamos de mais precioso, mais amável....depende APENAS disso.

Há um novo convite à espera. E quem convida somos Nós.

Que tal esperar algo bom e permitirmos que a Lei atraia isso a nós?
Não queremos justiça?
Há algo mais JUSTO por acaso do que usar a Lei num convite JUSTO?
Queremos amigos. Não precisam ser iguais a nós nem terem a mesma crença ou forma...
Nosso olhar de espera por um mundo de amor é um convite e tanto.
Não precisa ir lá e fazer nada.
APENAS convidar em nosso coração.

Peçam. Desejem. Intencionem.

E serão atendidos.
Como sempre, sempre...foram.
Nem precisam dizer “amém”.

Simplesmente, desejem e amem.
Amem.

Esqueçam "a quem".

Esqueçam "porque".

Simplesmente decidam amar.

E as razões do amor virão justificar seu desejo.

Não há justiça melhor.

Faça-a!

Verá que a única razão de tentar se proteger era do seu convite, que agora não é mais.



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