Olha, alguns segundos de apreciação fazem mágica na nossa vida!
Sabem aqueles momentos em que damos de cara com algum contraste e começamos a seguir ele em pleno mal estar?
E é comum a gente colocar uma pedrinha na frente de nosso carro a fim de não deixá-lo descer a ladeira. E isso é muito bom quando não queremos descer a ladeira. A pedrinha serve para fazer valer a nossa intenção de não descer a ladeira.
Eu costumava parar meu carro em frente de casa e colocar o pneu dianteiro próximo da calçada a fim de deixar garantido que ele não descesse ladeira abaixo, mesmo que soltasse o freio. Claro que se eu deixasse muito longe dela ele teria impulso suficiente para subi-la e descer. Também não deixava colado para não danificar a câmara.
Mas em termos de criatividade, uma pedrinha, uma calçada ou qualquer coisa que seja, não seria capaz de frear nada. O que acontece é que ao sentirmo-nos mal com qualquer desculpa em forma de "pedrinha", a gente passa a dizer que não consegue. Que queremos MAS... não podemos.
Então, como o que vale é sempre, sempre, o agora... o que dizemos por último (não podemos) é o que fica validado.
Poderíamos inverter simplesmente e dizer que parecemos não poder agora MAS que queremos assim mesmo e seria já diferente.
Poderíamos mudar de assunto e falar de coisas que podemos. Ou que já pudemos.
Os Abraham dizem que se não falamos mais sobre algo, simplesmente soltando tal coisa, a gente inativa isso. E parece lógico, mas quando a gente solta um desejo tb teria que ficar inativo então.
Qual a lógica?
A lógica é que a gente, através do sentimento, ativa tudo nessa exata frequência mesmo que não estejamos pensando especificamente nisso.
Então, se estou sentindo paz, ativo paz em todos os assuntos. Se estou sentindo tristeza, ativo tristeza em todos os assuntos.
Por isso que é tão importante... se é que queremos ativar mais alegria.... que ativemos o que amamos e apreciamos aqui e agora. E não é a seleção específica ou geral que importa e sim o sentimento ativado.
Eu estava jogando um jogo e meu parceiro estava jogando de uma forma que pa-re-ci-a me atrapalhar. Primeiro notei as jogadas dele e então julguei, avaliei como "contra mim". Ou seja, ele parecia ser a pedra que me atrapalhava.
Uma vez que defini que ele me atrapalhava, senti o respectivo mal estar. Não porque ele me atrapalhasse de fato mas porque eu assim defini e ao definir, joguei minha energia criativa e livre nessa definição que eu mesma escolhi livremente e que era uma arapuca!
E se minha energia estava nessa direção... a vida apenas consente.
Então me toquei, fiz as pazes com a situação e dessa forma voltei ao ponto zero, aquele ponto em que eu ainda não sentia mal estar pois não definira nada como uma pedrinha, nada contra mim, nada como desculpa para o que eu não queria vivenciar.
Novamente de volta a este espaço zero onde eu sou livre e o "barro" da experiência pode ser remoldado, comecei a dizer simplesmente coisas que amo. E nesse caso, cada um tem as suas.
Eu disse coisas como "ah, gosto mesmo é de ganhar".... e algumas outras mais. Mas não disse "para reverter" a situação. Disse pelo prazer de dizer, de encontrar o que me agrada, de pensar e sentir o que me agrada.
Conclusão: assim que eu mudei a direção de minha vibração, eu comecei a ver uma chance de vitória possível, a qual em mal estar eu não veria e mesmo que visse, não teria acesso.
Ganhei a partida rindo. Peguei até mesmo meu parceiro de mão cheia. E, claro... ganhamos juntos pois se ele não fosse tão como quer que tenha sido, não teria sido possível.
Isso não acontece só em jogos.
Tudo que desejamos está em um excelente estado de sentimento aqui. Abrindo meios que de outra forma não teríamos acesso.
Sequer se trata de "ter confiança" pois quando eu elegi que meu parceiro estava sendo a maior pedrinha no meu sapato... eu CONFIAVA em minha escolha de ver. Mas minha escolha era oriunda de meu olhar físico e limitado dos acontecimentos em curso durante as rodadas.
Quando mudei a minha escolha, não precisei sequer confiar. Apenas encontrei a vibração. O sentimento.
E todos são como eu, com os mesmíssimos potenciais disponíveis.
Talvez precisem apenas treinar um pouco. Mas o potencial está aí. Todinho. Basta mudar de direção. E SEM a SENSAÇÃO esforço mental. Apenas com alegria. Esforço sempre, sempre significa que estamos indo contra algo que nós mesmos definimos que é contra.
Todo um mundo à nosso favor, surge quando assim escolhemos. Reparem que o mesmo "MAS" está, ora em verde e ora em vermelho pois é a ordem em que ele surge e o significado que ele tem.
O "mas" em si mesmo é neutro. A utilidade dele é que importa. Assim como a dúvida. Ela pode nos tirar do vórtex ou pode nos colocar nele. Mas isso é papo para outra postagem. Se quiserem, claro.
Há sempre um desvio disponível caso perceba que está indo para um destino indesejado. E a forma de saber se está na direção é sempre se guiando pelo sentimento.
Carpe diem!!!




